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domingo, 19 de dezembro de 2010

É NATAL

É feliz, o momento que se aproxima é Natal
Sentimentos, significados e símbolos ele traz
Solidariedade, muita festa a celebração da paz
Amorosamente, carinhosamente tudo é natural

Ficaremos, a cada dia a cada instante, a ele atento
Queremos vê-lo, queremos tê-lo e vivê-lo com muito amor
Um momento que seremos solidários a quem vive na dor
Tendo a vinda do filho de Deus cmo maior acontecimento

Queira nele viver o amor que não seja carnal
Faça a partir dele uma vida ornamentada
Com uma ternura que envolva a todo animal racional

Momento em que o sol atinge seu ponto mais distante
Reinicia seu caminho e faz seus dias se tornarem mais longos
É ir mais longe, é começar tudo de novo é Natal

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

POEMA EM CORDEL: VERSOS Á BRASILIDADE DO SAMBA

UM PASSADO CHEIO DE INTERROGAÇÕES

NO RECANTO DE UMA EXTREMIDADE

UM SILVICOLA COMO NUNCA IMAGINÁVEL

NUM CONVIVIO SALUBRE EM COMUNIDADE

ESPANTOU-SE O FEROZ COLONIZADOR

COMO VERDADE IMPÔS SUA DIVINDADE

ESSA OUTRA HISTÓRIA AINDA NOS MOSTRA

A CRUELDADE EM OUTRO CONTINENTE

CARREGADOS COMO FOSSEM MERCADORIAS

GUERREIROS, REIS E PRINCIPES,IMPOTENTES

ESCRAVIZADOS NAS EXTENSAS LAVOURAS

HUMILHADOS JUNTO COM SEUS DESCENENTES

TUDO ISSO HÁ MUITO TEMPO JÁ PASSOU

E JÁ FAZ PARTE DA IDENTIDADE NACIONAL

A MISTURA DE INDIOS, NEGROS E BRANCOS.

CONSTRUINDO O MITO FUNDACIONAL

UM PAÍS COM TAL MISTURA DE ETNIAS

É UMA MINA DE RIQUEZA CULTURAL

COM UMA ETNICIDADE A FLOR DA PELE

NOSSO SAMBA É PECULIARIDADECULTURAL

CANTAMOS A BELEZA DE TODA A NAÇÃO

EXALTAMOS NOSSO PATRIMÔNIO IMATERIAL

CANTAMOS O MORRO E SEU COTIDIANO

POIS SÃO REPRESENTAÇÕES DA VIDA SOCIAL

PARA MANTER VIVO NA NOSSA MEMÓRIA

TUDO QUE A HISTÓRIA NÃO RELATOU

O SAMBA É NOSSA IDENTIDADE CULTURAL

LUTAS ,CONQUISTAS QUE JÁ SE CONTOU

MAS TUDO AQUILO QUE NÃO SUPERAMOS

PRECONCEITOS DE GÊNERO, CLASSE E COR

MUITO ANTES QUE O BRASIL DO FUTEBOL

O SAMBA JÁ ERA NOSSA BANDEIRA

O RÁDIO DIFUNDIU SUA POPULARIDADE

GETÚLIO OFICIARA DE PRIMEIRA

O MUNDO CONHECEU O BRASIL DO “SAMBA’’

COMO "MÚSICA OFICIAL" BRASILEIRA.

Por:Luis Soares da Costa Neto

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tempo não te quero

Tempo pra quê te quero,
Tempo pra que te espero,
Tempo não te venero,
Tempo és apenas mero.

Tempo que vai,
Tempo que não vai,
Tempo que vem,
Tempo que não vêm.

Tempo que decide,
Tempo que define,
Tempo que distingue,
Tempo que reprime.

Tempo quero,
Tempo espero,
Tempo venero,
Tempo mero.
Tempo vai,
Tempo vem,
Eu sem ninguém, apenas alguém, e os anjos dizem amém.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

pétalas apenas

Pétalas que dormem enquanto estou acordado
Que não mudam enquanto estou mudado
Que não se desesperam quando estou desesperado
Que não se alteram quando estou alterado
São apenas pétalas

Pétalas que falam
Pétalas que calam
Pétalas que querem
Que ferem
Que sentem
Que mentem
São apenas pétalas

Pétalas brancas
Pétalas negras
Pétalas vermelhas
Pétalas azuis
Apenas pétalas

tivemos tempo

Tempo tipo,
Tempo tido,
Tempo todo,
Tempo tudo,
Tido todo tempo todo tipo
Tido tudo o tempo todo
Tudo é tempo tudo é tipo

Tempo teve
Tempo tive
Tempo terá
Tempo terei
Tempo teve e terá
Tempo tive e terei
O tempo que perderá é o tempo que não perderei.

domingo, 21 de novembro de 2010

E depois; o tempo!

Depois de um tempo em que:
Me excluí,
Me reprimi,
Algo muda em mim!
Longe e fora do cansaço, do embaraço,
Mudei meus passos, cortei os laços.
Depois de algum tempo que me livrei do embaraço;
Que cortei os laços,
Num passo encontro os teus passos, voltamos aos contatos, agora estamos mudados, estamos em diferentes espaços.

Depois de um tempo,
Camisa de Vênus, um dia pelo menos de espumas ao vento, naquele momento caricia contendo fomos um só, mesmo sacramentos rompendo; juntos tivemos.
Teu cheiro mudou, mas, aqui ficou!
Sozinha você não ficou enquanto que só; ainda estou!
Mas, tudo mudou;
O tempo passou e vivemos mais um momento depois de algum tempo.


FILEMON SOUZA

Não esqueço

Linda, meiga, pequena menina
Há tanto tempo que o nosso tempo não é mais o mesmo tempo;
Há tanto tempo não te vejo,
Não te cortejo,
Não te conheço,
Mas, não esqueço.

Os dias,
As horas,
Os minutos,
Os segundos,
Na praia, na praça, no ônibus, nos sonhos em que fostes minha linda, meiga, pequena menina; não esqueço!
Sinto o quanto te mereço e, sempre que de você me lembro:
Esqueço dos tropeços, dos avessos.
Pra ti escrevo mais alguns versos, pois, como te guardo você lhes guarda.
Deles até sente saudade, como eu sinto de ti.
Antes nada me levaria hoje; só você me leva; daqui, pra li, pra qui
.

FILEMON SOUZA