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terça-feira, 17 de abril de 2012

CONTEMPLAÇÃO


COM OS OLHOS EMBEBIDOS DE LÁGRIMAS EVITO FUTURAS LÁGRIMAS
COM O PEITO CHEIO DE DOR, EVITO DORES FUTURAS
QUERO... QUERO A GUERRA, MAS, PREFIRO A PAZ
NA VERDADE, PREFIRO A GUERRA A GUERRA
ALGO ME CERRA ME ENCERRA AO PASSO QUE TUDO EM MIM SE DEGENERA


FICO COM AS DOCES PALAVRAS, COM AS AMARGAS LEMBRANÇAS
NO INTERIOR DE TUDO... A ESPERANÇA
A NECESSIDADE DE VER O TEMPO PASSAR
NA CERTEZA QUE TUDO IRÁ MUDAR, QUE A NOSSA ESTRELA IRÁ BRILHAR
POIS O QUE SÓ O TEMPO ACENDE SÓ ELE PODE APAGAR
UMAS COISAS SE FRAGMENTAM, OUTRAS NOS ATORMENTAM

SENTIR DENTRO DE VOCÊ UMA VONTADE QUEIMAR
E RAPIDAMENTE VOCÊ MESMO CORRER PARA APAGAR
DO INÍCIO AO FIM DO QUE QUEIMA, VIDAS SE FAZEM E SE DESFAZEM
MUITO DURA PRA QUEIMAR E, RAPIDAMENTE TEMOS QUE APAGAR
FAREMOS JUSTIÇA DURANTE O TEMPO QUE ESPERARMOS
E O TEMPO NOS RECOMPENSARÁ COMO RECOMPENSA AO NOSSO ESPERAR

ESPERAR O QUE VIRÁ É MUITO MAIS QUE CONQUISTAR
QUERER, ÀS VEZES É MUITO MAIS DO QUE TER
TER PODE SER BEM MENOS DO QUE QUERER
O QUE PODERÁ ACALMAR ESSE PEITO OUTRA VEZ?
SERÁ, DEPOIS JUNTAR O NÓ QUE SE DESFEZ?
SERÁ, PERMITIR AO AMOR AMAR.
O QUE NÃO PODE ACALMÁ-LO
PODERÁ FAZER ESPERÁ-LO
DEPOIS SERÁ MOTIVO DE CONTEMPLAÇÃO
UM BELO FRUTO DA RAZÃO
E... O REACENDER DE UMA PAIXÃO

terça-feira, 10 de abril de 2012

AO BOM DA VERDADE.


Entre a emoção e a razão;
O meu coração perdido está
E a paz, a ternura, onde encontrará?
Em você encontro, no mesmo instante em que perco.
Haverá mais vozes dizendo não do que sim
E, eu e você seguiremos assim.

Até quando?
Até onde?
Por aonde iremos, como caminharemos?
Será que um instante foi o bastante?
A impossibilidade despertou a vontade?
A maldade se confunde com a crueldade
A mentira ao bem da verdade
O meu desejo e aminha vontade.

Que seja amor, seja como for.
Pra onde eu vou
A onde estou
Só não agora
Diante do que nos proíbe
Diante do que a realidade nos exige
Melhor evitar
Há erros que não se corrige

Não me responsabilize
Também não me priorize
Muito menos, me aterrorize.
Pó, pedra, frutos e raízes.
Deslizes...
Entre o poder e o dever
Entre o querer e o ter
Entre eu e você
Não poder
Só posso dizer ao bem da verdade
Que mesmo parecendo maldade
Estou a te querer
Espero amar você.

sábado, 24 de março de 2012

HOJE


A próxima vez, amanhã talvez.
Aconteceria tudo outra vez?
Viveria novamente tudo que você me fez?
Ou viveria novamente o que não vivi nenhuma vez?

Olho pra frente e só vejo um muro
Olho pra o claro e vejo o escuro
Pra vencer na vida tenho que dá duro
Pra me proteger me refulgiu no meu mundo
Amor pra mim, só se for puro, maduro.

Cheguei a querer o teu Calor
Um dia implorei por Amor
Tudo que eu quis foi o teu Sabor
Amei sem Pudor
Recebi apenas a Dor

Por um momento me Divertir
Senti tudo que poderia Sentir
Só me vistes em Mentir
Tudo que eu fiz foi te pedir
Pra viveres tudo que vivi

Hoje só faço Abusar
Às vezes fico apenas a Falar
Outras vezes me arrisco a Cantar
Na maioria delas estou a Trabalhar
Tantas outras a poetizar
Mas, o bom mesmo é ter a quem amar.

quinta-feira, 22 de março de 2012

EMOÇÃO E RAZÃO


Era pecado? Era desejo? Um sonho me fez insatisfeito.
Aquele rosto pequeno
Aquele corpo pequeno, inocente, indolente.
Tudo que invadia o meu pensamento
Alimentava o meu sentimento
Roubava meus argumentos.

Um desejo, um lampejo.
Na minha consciência, uma consequência.
No meu desejo a inocência
Na minha irracionalidade; a indecência.
Pecados e suas adjacências
Palavras e suas eloquências

Desejo e perdição
Pecado e perdão
Amor e revolução
Ilusão e paixão
Explosão e emoção

No estender das tuas mãos; falta-me a razão.
Ao te observar me sobra excitação e, confunde-se com tensão.
Dentro de mim; a explosão.
Desejo e paixão
Amor e revolução
Emoção e razão

sábado, 10 de março de 2012

CIDADE


Foi necessária a insatisfação
Foi necessária a frustração
Foi necessária a indignação
Foi necessária a depressão
Mas, seria impossível a solidão.

Se ninguém estivesse do meu lado
Talvez, não conhecesse o outro lado.
Estivemos lado a lado e eu conheci o outro lado
O outro lado do dado os números eram menores
Mas, os valores eram maiores.
Dos males os menores

Mediante tudo ia se passando; eu fui mudando.
Diante de tudo que passei; mudei.
Não converso as mesmas coisas
Não tenho mais as mesmas companhias
Não curto mais as mesmas fantasias
Não frequento mais os lugares que frequentei
Os velhos hábitos abandonei

Os amigos... Já mais esquecerei
Mas, ao mesmo lugar.
As mesmas ruas
As mesmas fantasias
As mesmas heresias
As mesmas putarias
As mesmas idiossincrasias
Eu, jamais repetiria.

Entre porres e ressacas
Entre abraços e pirraças
Entre paixão e emoção
Entre a humildade e a vaidade
Eu escolhi o outro lado do dado
Menos números e menor quantidade
Troquei a falsa verdade, pela verdadeira realidade.
Encontrei a minha amada, minha desejada LIBERDADE.
Não foi tão longe, mas foi em outra cidade.

terça-feira, 6 de março de 2012

MEU INVERSO


E nesse universo, tão somente meu inverso.
E nesse meu mundo, em que, estou tão submerso.
O meu passado é o meu regresso;
O meu futuro é o meu progresso;
Planto trabalho, colherei sucesso.


Meu antigo mundo, tão imundo.
Sem minhas certezas, apenas me confundo.
Nada comum tudo incomum;
Não sou dois, sou apenas um.
Agora, acordei de um sono profundo.
Vou agora reconstruir o meu próprio mundo.



O passado pra abandonar;
O presente pra lutar;
No futuro, conquistar.
Pontes atravessar;
Novos mundos desvendar;
Voos mais altos alcançar;
E ver o mundo transformar-se.


Habitarei o mundo que construirei.
O que desejo; buscarei.
O que quero; desejarei.
O que não gosto; mudarei.
O que falo; calarei.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

RESISTÊNCIA


Devaneios invadem minhas verdades
Ilusões desfazem minhas construções
Fantasias refazem o que era heresia
Ideologias não me fazem mais companhia
Despir-se de mim mesmo
Sentir-se sendo eu mesmo
E, por isso, pago um alto preço.

Idealidades não são mais verdades
Vontades não são mais necessidades
O Futuro hoje está obscuro
Porvindouro é desejo
Póstumo é à vontade
Amanhã, saberei o que será.

Presente! A quem pertence
Hodierna essa vida modesta
Coeva, minha vida hoje ausente.
É Recente a dúvida que assombra a minha mente

Perturba-me um lado; Profissional.
Sentimental, antes fosse racional.
Espiritual o que não é habitual
Acadêmica; minha vida polêmica.
Sistêmica minha vida micênica
Confluência de incongruências
Eu, minhas duvidas e resistências.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

SEGREDO


No vazio de tudo; a tua presença.
Em todo o silêncio; as tuas palavras.
De todas as vozes: a tua!
De todas as conversas: as suas.
Sem você, eu teria apenas o silêncio.
Ainda há quem não ouça sua voz.
Quem não entende suas palavras.
Quem não valorize suas conversas.

O teu movimento me estremece;
Estremece o meu lar, a minha cama;
Todas as paredes conhecem o teu gemido.
Todos sabem que estás aqui comigo;
Não sei porque estamos tão sozinhos
Apenas dois nesse imenso ninho;
Não fosse você, estaria sozinho.

Quando tu calas, me sinto só.
Quando tu paras procuro o lençol;
Quando te procuro; te encontro
Sempre que te abro, estais fria.
Sempre mata minha sede, minha fome.
Talvez, não te valorizasse; se estivesse só


Não irão nos entender, muito menos compreender.
Nunca saberão porque eu valorizo você.
Na tua companhia, vivo a nostalgia.
Na tua presença vivo agonias
Nas noites quentes; me refresca.
Nas noites frias, vejo a tua agonia

Quem irá saber, quem é eu e você?
Nunca será possível alguém imaginar
Da realidade estamos distantes
E nada viveremos, em nenhum instante.
Nada obstante, tudo distante.
Tudo é agonia, tu és sempre fria.
Vou quebrar teu gelo...
E, tu tirarás ,meus pelos
Tu és meu selo
E a dor de meu cotovelo
Até tudo acontecer.